Home

Advertisement

Customize

Aug. 5th, 2009

MUDOU

AQUI: http://lachansondetoile.blogspot.com/

Jul. 24th, 2009

"So break me to small parts..."


"So break me to small parts
Let go in small doses
But spare some for spare parts
There might be some good ones
Like you might make a dollar"

Jul. 6th, 2009

Resgatando textos de 2008

1.
nuvens
prendem a atenção pelo menos a metade do tempo durante a viagem. Mas ô viagenzinha... Foi mais uma fuga, um distanciamento para pensar melhor. às vezes interrompido por algum peixe ou pessoa encontrada nas silhuetas das nuvens... um monte de defeito destacado e o reconhecimento de que assim não dá para continuar. "...ou vc muda essas coisas.... ou desiste". Conselho de vó  "tenho 73 anos e nem vi a vida passar. Aproveita que você é jovem" (fazia tempo que não levava a sério conselho de vó).  Nostalgias também fizeram parte. E voltei. Comecei a mudar? Ainda não... e já senti novamente as consequências do meu teimosismo e comodismo. Não é uma promessa. Promessas nunca dão certo. Falo pelas minhas, pelas dos outros comigo e pela conversa que acabei de ter com um amigo no msn. Mas assim não dá mais para continuar...

2.
Limpar aquele armário quase que intocado é algo.... não diria mágico.. mas bom... resumidamente: bom!
Esse ano foi bizarro... Pessoas que numa certa época eram tão presentes para mim, revi... amigos do cursinho, colegial e ginásio. Essa semana mesmo estava indo para a faculdade, entro no vagão do metrô e paro justo do lado da menina que considerava minha melhor amiga na sexta série.
O mesmo ano não estava sendo fácil para mim. Questionei minha faculdade, desanimei em todos os sentidos com dias de tensa tristeza os quais olhava em volta e "E daí?!". Olhei em volta hoje, toda aquela papelada de cartas, agendas, objetos e desenhos se transfomaram em um quebra-cabeça montado do que eu já passei. É engraçado como fica um sentimento junto daqueles objetos. Joguei muita coisa fora... de pessoas que quero esquecer e dias que quero apagar...Joguei um ano inteiro fora ao enfiar no saco plástico a agenda mais sofrível da minha vida sentimental (que não foi lá aqueles traumas que merecem uma atenção especial, mas considerem o fato de que sou uma dramática). Tá lá no lixo. Não sei porque ainda as guardava muito bem. Mas agora deixei ficar SÓ as boas memórias... O legal é que o armário ainda está cheio. (PORÉM arrumado!).

3.
Na área de serviço do meu apartamento, o único lugar onde a luz natural se livra do insulfilm. De cinco janelas, só ela não tem. É uma pena... pois a janela da sala, por exemplo, é daquelas que vai do teto ao chão e pega a parede toda e se direciona ao leste, então tínhamos aquela luz do sol nascendo todas as manhãs. Ela era só um pouco bloqueada pelo outro prédio localizado a poucos metros. E foi justamente esse prédio que provocou a decisão dos meus pais de colocarem o insulfilm. Era um verdadeiro Big Brother aqui (como deve ser para os outros apartamentos também).
Até mesmo a janela da área de serviço dá de cara para a do vizinho da frente.
Voltando... eu estava sozinha em casa. Meio contrariada puxava bruscamente as roupas do varal... E foi um pontinho vermelho pequeno,mas destacado pelo verde da toalha de banho que mudou totalmente minha atitude apressada e intolerante para uma mais atenta e suave de tirar foto e com licença da joaninha, tirá-la da toalha e pousá-la na janela para continuar meu trabalho. Dessa vez de outra forma.
Ficou muito bonito essas cores juntas. Até comecei a usá-la mais nas minhas roupas depois.

4.
"você vai na festa da faculdade?"

"não..."

"porque?!!!"

"ah.... vou num show cover do Raul Seixas com meu pai..."

Estávamos num grupo de 16 pessoas... 16, das quais 10 eu conhecia... mas apenas 4 eu me sentia a vontade para interagir... são eles: meu pai, minha mãe, minha irmã mais velha e seu namorado.
O restante eram companheiros de conversas e cervejas do meu pai e seus respectivos parentes. E daquele mundaréu de gente, me jogaram para a ponta da mesa. O show atrasou uma hora que matei fazendo origamis com guardanapos e comendo salgadinhos. Mas quando o tal de Roberto Seixas começou a cantar, parecia o próprio Raulzito de tão parecida a voz.

Ele cantava as músicas que eu costumava cantarolar nas tardes dos finais de semana sentada no colo (ou do lado) do meu pai, quando criança. Era frequente esses dias... era uma tarde de Raul Seixas e Tim Maia...às vezes tinha Cazuza para fazer um agrado ao gosto de minha mãe. Conforme fui crescendo, passei a ter vergonha de cantar desafinado com ele e comecei a dar prioridades a outras coisas, ao invés de acompanhá-lo nas músicas que me doutrinou a gostar até hoje. E assim ele também foi parando com suas horas musicais. Hoje nem existe mais. No máximo um dvd ... Ele lá na sala e eu aqui no quarto.

Esses momentos revivi rápido enquanto o cover fazia sua performance fiel lá no palco.Eu sabia as letras. Estava com vontade de cantá-las alto... mas isolada na mesa não tava tendo graça. Mudei de lugar... sentei do lado do meu pai. Consegui mudar a tempo de curtir a música preferida dele. E quando eu quis que tocasse "Rock do Diabo", ele me emprestou a caneta e o guardanapo e pediu para seu amigo entregar. Foi a música que encerrou o show.

Na volta pro carro, entre uma conversa e outra, meu pai "mas então.,..gostou?" Sim, obrigada.

Apr. 22nd, 2009

(no subject)





"We all do what we can
So we can do just one more thing
We can all be free
Maybe not in words
Maybe not with a look
But with your mind

Listen to me, don't walk that street
There's always an end to it
Come and be free, you know who I am
We're just living people "

Apr. 7th, 2009

Animalejo


 Estamos vivendo uma crise mundial. Sim... todo mundo sabe! Aquela econômica que envolve bancos, créditos, imobiliárias, classes, potências e juros... Não há estudioso-mestre-doutor que não tenha sua reflexão sobre.
 Hoje tive a ciência de uma crise tão urgente quanto, vinda do âmago humano. E precisou uma situação, uma ofensa sem querer para que me desse conta. Juro que não foi por mal.... foi durante o esbarra-esbarra do metrô, no momento em que mais nos assemelhamos a uma manada. Senti um esbarrão na minha mochila e a atitude foi automática: conferi os bolsos, meu celular estava lá e a carteira também, para depois olhar para a cara do fulano. Ele me olhava também e percebi uma expressão brava do rosto pardo que aparentava uns quarenta anos. Eu desviei para o lado, mas na minha visão panorâmica  reparei que ele continuava andando, sempre olhando para trás, resmungando e querendo tirar satisfações da ofensa que acabara de sofrer. Eu sabia o que queria me dizer "Tá pensando que eu sou ladrão?". Eu desacelerei e, mais por vergonha do que por medo, parei na primeira pilastra que me apareceu. Quis evitá-lo na escada-rolante.  Queria ao mesmo tempo me desculpar e justificar - Sabe o que é, moço... Já fui roubada algumas vezes, furtada em situação semelhante, não confio nas pessoas...- "Não confio nas pessoas", . a frase que depois ficou me pentelhando na viagem de volta. Olha a que situação me encontro... de andar com mochila na frente, evitar olhares, aborrecer com cumprimentos desconhecidos, andar apressada... Toda uma esperteza da qual não me orgulho, da qual vem de uma proteção que não deveria ser necessária!
 Não quero parecer uma hipócrita moralista  porque sei que não estou no meio, mas incluída nesses animalejos. Muito menos exibir toda minha capacidade de redação, não sei fazer metáforas criativas e nunca fui de tirar nota alta na matéria referente. Só sei me expressar nos desenhos mas é muita coisa a dizer para uma ilustração. É muita crise para um rabisco só. Precisaria de uma série grande para denunciar a falta de respeito, de confiança e de humildade. Seria sobre as pessoas que não se olham no metrô, as famílias que não sabem se reunir sem fazer intriga, os amigos sem tempo, os casais que  tem medo de amar, a indiferença com os vizinhos, a competição,o preconceito, a insensibilidade, a prepotência, a covardia, o egoísmo ....,
 E por enquanto não vejo dinheiro, reunião ou plano que resolva essa situação. É uma crise que vem de longa data e, devido a inconsciência do problema, não tem previsão para ter fim. Que vergonha de ser bicho homem....
Tags:

Apr. 2nd, 2009

arquitetura do arco-íris. Cíntia Moscovich

" Rimos os dois. Parados de frente um para o outro, ríamos juntos, e eu temi que fosse feliz na hora errada. Num gesto imprevisto colocou-me as mãos sobre os ombros. Estaquei: uma mulher se depara como mulher frente a um homem poucas vezes no espaço de uma vida."

Mar. 31st, 2009

Je veux être une coala.

 "Passam em média 14 horas por dia dormindo e descansando, e o restante em busca de alimento."
Coalas são animais inteligentes. Se eu pudesse ser um bicho, seria uma coala. Comer é necessário e quando você come, logo depois sente sono. Então tá... ai dorme.... e quando acorda, acorda de larica... então busca algo para beliscar e assim segue um ciclo interminável..... O coala apenas segue essas vontades, seus instintos e necessidades... de comer, dormir....e procriar, quando necessário.
 Essa minha admiração pelo estilo de vida dos coalas é apenas uma forma bem humorada de exprimir um certo e pequeno desânimo. Um amigo meu costuma chamar isso de "ressaca emocional". (amigo= Reitano. O cara que costumava ser grande e preguiçoso e hoje em dia é apenas grande e preguiçoso. Palavras do próprio.)
Ressaca emocional: ausência de animu. Manifestação temporário (ou não) de desgosto pelo viver. Sintomas: sono, sono, sono.
 Não confunda depressão com ressaca emocional, por favor. Você não sente tristeza, não perde a fome, não se torna um ser totalmente antisocial. Apenas tem mais prazer pelo dormir. Ficar mais tempo no mundo dos sonhos, que é tão peculiar. Todo aquele desvario, igualzinho ao do filme "The science of sleep" do Michel Gondry. Mas não se preocupe se, ao ler isso, acreditar que está passando por  uma R.E. É até bom.... quando não for perseverante.

George Orwell-1984

"Quando se ama alguém, ama-se, e quando não se tem nada mais para lhe dar, ainda se lhe dá amor."

Advertisement

Customize